quatroevinte mc

release do projeto quatroevinte mc X rockers soundsystem

by quatroevinte on Mar.05, 2010, under Uncategorized

salve galera,

amanhã tem a segunda edição do raízes lounge, vcs já tão ligados. mais uma noite de puro improviso e experimentações. e dia 13/03, no BarFly, temos a presença do rapper mais festejado da atual cena nacional: sim, o EMICIDA. fui escalado pelos amigos da Bigorna Produções pra abrir o show do homem, a novidade é que o show vai ser um pouco diferente. com a ausência do dj green (que tem gig em sp na data), armei com o parceiro Thiago (Rockers Soundsystem) um formato de show inédito. os ensaios tão pegando fogo e eu to otimista. conselho de amigo: não perca essa parada.

segue abaixo um pequeno release que eu escrevi pra divulgar e explicar esse nosso projeto. quatroevinte mc X rockers:

o aparente “tédio” e falta de opções que  uma cidade nos propicia, pode por outro lado nos colocar diante das mais interessantes formas de experimentalismo
e junções artísticas. fenômenos que ocorrem da forma mais natural o possível, como por exemplo a nossa Campo Grande; onde o único estilo musical “alternativo” (leia “estilo fora da tríade pop-sertanejo-pagode”) capaz de agregar um numero de pessoas o suficiente para que haja uma cena específica é o bom e velho rock.
nos últimos anos, o público reggae, dub, nova escola do rap e música eletrônica underground (dubstep, afins) vem sendo “forçado” a estar praticamente nos mesmos lugares, festas, rodas e estúdios. uma jam session aqui, uma troca de figurinhas acolá e o natural acontece: o começo da criação de uma música urbana
e atual, com identidade própria misturando tudo isso bem debaixo dos narizes dos jacarés.
a prova disso pode ser vista e ouvida na abertura do show do EMICIDA. em um formato de apresentação jamais visto em Campo grande, o nunca cansado de experimentar, quatroevinte mc (artista de hip hop #1 do MS nos rankings do reverbnation.com – 1º rapper finalista do festival universitário da canção) joga todas as suas bases pro alto e revisita seu repertório sob as bases de tradicionais e novos “riddims” jamaicanos; convidando o revolucionário Rockers Soundsystem e seus vinis esfumaçados para fazer as honras.
ah, não sabe o que é Rockers Soundsystem? explico já: o coletivo de djs (seletores), Rockers faz o primeiro soundsystem já montado no MS; modelo de festa vindo da cultura do reggae/dub jamaicano. com o intuito de divertimento público, disseminação da cultura e informação para a comunidade, grandes aparelhagens de som, pick ups e microfones eram colocadas nas ruas da Jamaica para que os mcs (toasters) e djs (seletores de frequencia/selectors) pudessem conduzir a interação do povo e passar suas mensagens.
voltando a nossa realidade, o Rockers Soundsystem em poucos meses conseguiu colocar festas desse gênero dentro do roteiro da garotada festeira de Campo Grande. botando na boca da galera expressões como “dubwise” e “soundsystem”, coisas que podiam parecer absurdas na nossa realidade local de tempos atrás. O Rockers Soundsystem já recebeu nomes de MUITO peso da cena de música jamaicana e derivados, como o raggaman Simba Amlak, da guiana francesa, Arcanjo Ras (SP), Ras Wellington (fya dub/SP) e a próxima edição receberá a “rainha do dancehall brasileiro” e indicada ao VMB: Lei di Dai.
curioso para conhecer o incendiário crossover quatroevinte mc X Rockers Soundsystem? nos vemos lá ;)
o aparente “tédio” e falta de opções que  uma cidade nos propicia, pode por outro lado nos colocar diante das mais interessantes formas de experimentalismo
e junções artísticas. fenômenos que ocorrem da forma mais natural o possível, como por exemplo a nossa Campo Grande; onde o único estilo musical “alternativo” (leia “estilo fora da tríade pop-sertanejo-pagode”) capaz de agregar um numero de pessoas o suficiente para que haja uma cena específica é o bom e velho rock.
nos últimos anos, o público reggae, dub, nova escola do rap e música eletrônica underground (dubstep, afins) vem sendo “forçado” a estar praticamente nos mesmos lugares, festas, rodas e estúdios. uma jam session aqui, uma troca de figurinhas acolá e o natural acontece: o começo da criação de uma música urbana
e atual, com identidade própria misturando tudo isso bem debaixo dos narizes dos jacarés.
a prova disso pode ser vista e ouvida na abertura do show do EMICIDA. em um formato de apresentação jamais visto em Campo grande, o nunca cansado de experimentar, quatroevinte mc (artista de hip hop #1 do MS nos rankings do reverbnation.com – 1º rapper finalista do festival universitário da canção) joga todas as suas bases pro alto e revisita seu repertório sob as bases de tradicionais e novos “riddims” jamaicanos; convidando o revolucionário Rockers Soundsystem e seus vinis esfumaçados para fazer as honras.
ah, não sabe o que é Rockers Soundsystem? explico já: o coletivo de djs (seletores), Rockers faz o primeiro soundsystem já montado no MS; modelo de festa vindo da cultura do reggae/dub jamaicano. com o intuito de divertimento público, disseminação da cultura e informação para a comunidade, grandes aparelhagens de som, pick ups e microfones eram colocadas nas ruas da Jamaica para que os mcs (toasters) e djs (seletores de frequencia/selectors) pudessem conduzir a interação do povo e passar suas mensagens.
voltando a nossa realidade, o Rockers Soundsystem em poucos meses conseguiu colocar festas desse gênero dentro do roteiro da garotada festeira de Campo Grande. botando na boca da galera expressões como “dubwise” e “soundsystem”, coisas que podiam parecer absurdas na nossa realidade local de tempos atrás. O Rockers Soundsystem já recebeu nomes de MUITO peso da cena de música jamaicana e derivados, como o raggaman Simba Amlak, da guiana francesa, Arcanjo Ras (SP), Ras Wellington (fya dub/SP) e a próxima edição receberá a “rainha do dancehall brasileiro” e indicada ao VMB: Lei di Dai.

curioso para conhecer o incendiário crossover quatroevinte mc X Rockers Soundsystem? nos vemos lá ;)

vida longa e próspera, 1luv

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amor

by quatroevinte on Mar.04, 2010, under Uncategorized

a noite avançava, enquanto ela deixava pra trás / insegurança, notas, problemas e os pais / a cabeça cheia, mas tem que seguir o caminho / pois chegou a hora dela sair do ninho – e voar / engolir o mundo e respirar um novo ar / na poltrona apertada, na estrada escura ela dorme. não sabe muito bem o que procura / mas sabe desde cedo o quanto a vida é dura / tipo suas amigas invejosas que só sabem falar / o calor filho da puta do sistema solar / as desculpas do namorado mentiroso / e a carreira, ela sabe, é um ramo duvidoso / mas tá tudo bem, ela espera o que vem / com muita fé no que tá na frente / sabe que não foi feita pra viver doente ou presa / física ou mentalmente / a saudade existe mas vai ser melhor assim / eu tô no caminho certo então não chore por mim / só quero

amor, amor amor / amor, amor amor /

outro estado, mesmo estado, mesma merda / poluição, e o muleque não vê solução / além de pegar o primeiro avião / ele tá cansado de cobranças e preocupação / drogas, vagabundas, conta bancária e pressão / é tipo aquela dor gigante que todo mundo sente / mas quando sentimos ninguém entende a gente (né?!) / não vê simpatia, não vê empatia / sem amor pela cidade, sem identidade / mas quando ele acorda ele vê / o sol mais bonito que ele já viu / um senhor tomando tereré e uma linda mexendo no fio / e diz: “hey, desculpa chegar chegando, mas que som é esse que cê ta escutando?” / “é a nova do quatroevinte, nessa cidade diz que tá bombando” / “é bem louco?” / “hum, derretendo” / “posso ouvir?” / olha a mágica acontecendo / à todo minuto tem algo novo nascendo

amor, amor, amor / amor, amor, amor /

compartilharam o som, dividiram o fone / dividirão o teto, talvez até compartilhem o nome / ou talvez se desfaça e não dê em nada / e eles encontrem o amor em outro ponto da estrada / porque o importante é seguir a caminhada / alguns acham amor ao dobrar a esquina / outros nunca acham mesmo que viagem as 4 esquinas do mundo / mas à quem possa interessar: eu sei que ele existe e continuo a procurar

amor, amor, amor / amor, amor, amor /

* escrevi essa inspirada em uma das minha canções favoritas, “looking for love” do grupo sueco Looptroop Rockers. sob a base chapada do meu parceiro dj green ao melhor estilo #campograndedubwise e com belos vocais melódicos femininos da minha amiga dani vallejo (banda idis) mandando o refrão. infelizmente perdemos os arquivos antes de terminar a mix. mas ainda penso em gravá-la de novo…

vida longa e próspera, familia

quatroevinte mc (com amor)

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links, links e mais links

by quatroevinte on Jan.06, 2010, under Uncategorized

salve família!

como a discussão tá boa e com a galera participando, não podemos deixar a bola cair! lembrem-se de continuar com essa participação da hora nos comentários. isso aqui tá mais pra fórum do que pra blog, e isso que é o bom hehehe

então vamos lá, vou deixar aqui uma pequena lista de blogs fodas que andei conhecendo sobre produção caseira, estratégias de divulgação independente e tudo mais que viemos discutindo por aqui. fonte riquíssima de pesquisa, espero que seja útil.

bit production –  blog brazuca que dá boas dicas sobre home studio, logic, ableton live e mais. acho que quem bloga é um dos caras do echo dub trio.

creative digital music – referência internacional sobre DIY, ableton live, lançamentos pra área de produção e tecnologia musical.

the music of sound – blog da nova zelândia. o bit production indicou esse site dizendo simplismente: “Cara, curte Sound Design? Cole este blog na porta da sua geladeira. É tudo o que tenho pra falar.”

creative desconstruction – pessoalmente, o que eu mais gosto de ler é sobre music business independente, marketing musical e etc. por isso, esse é talvez o meu blog favorito nessa lista. já citei ele aqui anteriormente e “chupei” muita informação dos artigos dele em posts anteriores aqui.

ilan krieger - fala sobre internet, técnicas de produção, novas mídias e dá dicas pra lá de úteis

logic studio – outro blog gringo, esse especializado em te dar uma avalanche de informações sobre um assunto: ableton live

hip hop makers – eu sei que é minoria por aqui. mas se assim como eu, sua parada for hip hop, esse site te dá dicas de produção, design gráfico e divulgação. tudo, é claro, voltado pro hip hop.

berklee music blogs - tá ligado a berklee? talvez a faculdade de produção musical, music business e afins mais famosa do mundo. então imagina o caldeirão de idéias, todos os blogs da berklee hospedados nesse site.

pode crer? faça bom proveito e contribua indicando os blogs que vc lê e que podem ser úteis pra nossa “comunidade”. particularmente, eu ficaria bem feliz se mandassem temas como: links pra arquivos .wav de vocais acapella, download de samplers, packs e plugins pro ableton live, marketing de guerrilha e business.

vamo que vamo, continuem fortalecendo o blog e o resto da blogosfera da eai.fm :)

1luv, 420

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conversão de fãs em potencial, mídia social e estratégias na internet

by quatroevinte on Dec.30, 2009, under Uncategorized

salve, familia! como vocês estão?

primeiramente eu preciso dizer que fiquei muito feliz e otimista quanto à receptividade do post anterior e o nível de interação dos leitores.  há uns três anos, tinhamos essa mesma temática em pauta em discussões de comunidades do orkut como a do BarFly ou Campo Grande Underground (ou algo assim), e acreditem: o nível da discussão melhorou muito. qualquer coisa dita já deslanchava para o lado pessoal e a discussão terminava numa infundada troca de xingamentos. é uma das primeiras vezes que eu vejo isso ser discutido via internet de forma bacana e civilizada por boa parte dos membros dessa “cena”.

estou tão satisfeito que resolvi compartilhar com vocês alguns pontos (só uma introdução, é verdade. espero ter o assunto discutido mais à fundo nos comentários) daquilo que eu venho estudando bastante ultimamente: relacionamento com o público, estratégias e internet.

a maioria de vocês deve saber que vivemos na era do relacionamento, onde as mídias sociais nos trouxeram para uma realidade onde os consumidores (e não as companhias) determinam a percepção do mercado sobre as marcas. e isso é totalmente animador para quem faz marketing de maneira independente (sem $$$). os especialistas chamam isso de fan-driven promotion ou de fan engagement. nada mais óbvio do que dizer que seus ouvintes podem levar seu nome muito mais longe do que você poderia fazer sozinho. de maneira bem simplificada, isso tudo quer dizer que  redes como o twitter, nós dão a ferramenta necessária para que se espalhe a divulgação “boca-a-boca”.

e como fazer isso? um dos meus sites preferidos, o creative desconstruction, divide a base de fãs em 3 categorias: os ativos, passivos e fãs em potencial. logo, a meta é identificar esses fãs e trabalhar para que subam para o próximo andar dessa pirâmide. pra quem entende um pouco de inglês e se interessa pelo assunto, eu recomendo muito a leitura desse artigo aqui, sobre o a “teoria dos 1000 fãs” e a importância de ter uma base sólida de fãs ativos. bom, vamos à algumas dicas:

1 – A ORIGINALIDADE

- há muitos anos atrás, no programa da Marília Gabriela, ela entrevistava o super-popstar-produtor musical-modelo-e-atriz Rick Bonadio e ao ser questionado sobre “qual é  fórumula do sucesso”, a resposta de Bonadio ecoou na minha cabeça para sempre, eu nunca esqueci dele dizendo algo como: “não tem à ver com o quanto você ensaia, o quanto você batalha, faz contatos e persiste. conheço excelentes músicos que passaram a vida inteira batalhando sério e não chegaram a lugar nenhum, como também conheço bandas com pouquissimos meses de formação e que os músicos não eram tão bons assim que explodiram rapidamente. o sucesso tem a ver, primordialmente, com duas coisas: a primeira é o fator diferencial. você tá fazendo algo que já fizeram antes? o que o seu som tem de diferente do que já existe no mercado? e a segunda coisa é o fator inexplicável(sorte).”

infelizmente, não podemos fazer nada (além de apelar para os astros) sobre esse segundo fator. tem gente que se esforça, toca bem, trabalha muito mas não decola. mas podemos sim (e devemos) trabalhar esse primeiro fator. trazer algo renovado e atual (o que os gringos chamam de conteúdo fresh) é mais importante do que qualquer coisa que eu venha a falar aqui.

2- ADMINISTRAR AS EXPERIÊNCIAS DO PÚBLICO/FERRAMENTAS ONLINE

- a internet tornou mais fácil do que nunca a tarefa de localizar fãs em potencial e colocá-los no topo da pirâmide. na rede, o gosto musical das pessoas é como uma medalha de honra, um lifestyle. se vc encontrou pessoas que ouvem um estilo de música parecido com o que vc faz, vc já tem um belo ponto de partida.

lá vai uma dica de ouro: organize Google Alerts e TweetBeeps com o nome da sua “marca” (banda/artista) e também das principais influências.  assim, vc poderá ir atrás dessas pessoas e interagir de forma direta e pessoal. um cara chamado Martin Atkins, autor da Tour:Smart, chama esse processo de “colocar gasolina na fagulha”. Encontre onde estão essas fagulhas e as inflame até que virem fogo.

- sobre as experiências dos fãs, existem duas normas para serem as mais positivas o possível: a primeira delas é saber ouvir. preste atenção em tudo que é dito de forma direta ou indireta sobre sua banda; se há um numero significante de pessoas com o mesmo tipo de queixa/reclamação do seu trabalho, é que algo não está correndo bem.

logo, a segunda dessas normas é: saber responder e se adaptar. é claro que receber críticas não é nada prazeroso. ninguém gosta de receber críticas e essa talvez seja a parte mais desagradável do nosso trabalho. porém, as críticas são uma forte fonte de pesquisa. ao se deparar com um fã que teve uma experiência negativa, vá atrás dele, ouça e faça com que ele saiba que a opinião dele é importante. isso certamente vai agregar valor à sua obra e “marca”.

- bom, galera, espero ter contribuído de alguma forma e trazido alguma idéia nova para as estratégias das nossas bandas. é claro que isso é só uma introdução, é o básico que inclusive muitos de vocês já devem saber. se for do interesse da galera, podemos aprofundar a discussão nos comentários; e se vocês gostaram desse tema, posso depois fazer um post sobre o reverbnation, facebook, divulgação em blogs e afins.

essas são minhas experiências, e as suas, quais são? na sua plataforma de divulgação online o que vc já fez que deu certo? e errado? alguma idéia de estratégia diferente? mostre pra gente, interaja, compartilhe! espero encontrar respostas para essas perguntas nos comentários; afinal estou aqui pra trocar experiências e não pra falar sozinho.

vida longa e próspera, 420

reverbnation.com/quatroevintemc | myspace.com/quatroevintemc | @pedro420 | quatroevintemc@gmail.com

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SOBRE A ATUAL MÚSICA INDEPENDENTE DO MS

by quatroevinte on Dec.28, 2009, under Uncategorized

salve família, tiro esse blog do esquecimento e limpo toda a poeira para um post especial, algo que precisa ser dito, explicado e discutido: a atual cena independente do MS. 2009 foi um ano positivo? quais são os prognósticos para 2010?

uma coisa que eu sei, é que alguns termos entraram “na moda” (tardiamente, como a maioria das coisas por aqui) na boca de estudantes, produtores, músicos  e “pessoas da balada”. vários falam muito sobre “cena”, “música independente” e afins sem ter tanta certeza do que isso realmente significa.  bom, pra começo de conversa, vamos para a minha definição pessoal de independente: arte feita por conta própria visando a auto-sustentabilidade. música que não se encaixa nos padrões comerciais e é feita sem o apoio financeiro de qualquer grande corporação ou instituição, o que normalmente te deixa de fora dos “esquemas” de rádio e televisão, mas por outro lado te permite criar livremente o que seu coração diz, sem se importar com o encaixe nos padrões.

partindo disso, a primeira coisa que eu tenho para dizer é: se você recebe dinheiro do governo, você NÃO é independente. Poder ser músico, pode ser autoral e pode até ser bem legal, mas independente não é, não. Então não fale sobre música independente e nem levante a bandeira de estar lutando por isso.

antes de continuar, preciso dizer que tudo que eu falar aqui está sujeito à sua discordância, afinal não sou o dono da verdade. meu intuito é mesmo o de provocar discussão, ouvir idéias opostas e interagir com vocês nos comentários deste.  sou bastante jovem e ainda não sou ninguem, nunca ganhei dinheiro com música e nem cheguei em lugar nenhum; porém, vivo essa realidade desde os 14 anos, compondo, gravando, divulgando e tocando de forma independente em Campo Grande. pertenço a uma geração de artistas que viu de perto (e sentiu na pele) as recentes transformações no mercado fonográfico, internet, maneiras de se relacionar, de se produzir e consumir música. formado em rádio e televisão e aficcionado por estudar music business, acredito que tenha opiniões que mereçam alguns minutos da sua atenção.

vamos então ao motivo deste post: nos último dias, nomes bastante relevantes da nossa cena musical (entre produtores e músicos) se envolveram em uma acalorada discussão sobre o tema via twitter. nessa discussão eu li coisas positivas, coisas negativas e coisas que precisam ser comentadas.  espero que todos sejam adultos e profissionais o sucifiente, sem levar para o lado pessoal; principalmente tendo em vista que a maior parte das pessoas envolvidas  nessa discussão são meus amigos pessoais de longa data, “independente” de música e/ou posicionamento cultural. eu poderia polemizar, escrevendo sobre panelas (de velhos ultrapassados) que enchem o rabo de dinheiro público, atrasam a evolução das coisas, não criam nada novo de verdade há décadas e funcionam como um câncer da nossa música, mas preferi ser ameno e discutir apenas as recentes discussões da galera do twitter.

na tarde do dia 27/12, com conversa com o reggaeman Vinil Moraes (@vinilmoraes), o tradicional músico Rodrigo Teixeira (@matulacultural) insistiu diversas vezes em comparar nossa cena à de Cuiabá e em colocar a figura do produtor Pablo Capilé como uma espécie de salvador do rebanho, sugerindo que ele viesse à Campo Grande “ensinar” o pessoal daqui; o que gerou uma certa revolta na Leticia (@letzspindola, uma das cabeças da Bigorna Produções) que entendeu os comentários com um certo tom de provocação. vamos aos fatos:

- primeiramente eu não conheço o Pablo e nunca troquei idéia com ele, mas já ouvi o mesmo números de comentários negativos quanto positivos sobre as ações dele. o que me parece é que o cara não é santo e está longe ser uma unanimidade por lá. outra coisa que me parece bastante óbvia é que o MT é mais velho que o MS e tiveram anos mais de maturação, planejamento e construção de uma cena. então algumas coisas são naturais nesse processo.

@letzspindola diz: eu acho que pra exigir dessa produção local independente, seria muito legal se você realmente a frequentasse.

- essa é uma questão complicada, tenho a pulga atrás da orelha pra responder qualquer coisa sobre isso, que é uma discussão bastante antiga do nosso underground. quem não cola, quem não fortalece, paga ingresso, pode reclamar? sinceramente eu acredito que sim. os produtores, músicos e demais envolvidos tem a obrigação de frequentar e estar a par das novidades da cena. mas e o público? podemos realmente cobrar “amor” e comprometimento do público ou cabe a nós fazermos festas e eventos realmente bons e atrativos pra que isso venha por vontade própria? as bandas não são boas o suficiente? o que falta nas festas? e qual é a obrigação (se é que tem alguma) do público? espero suas respostas via comentários…

@matulacultural diz: Os sertanejos de MS estão com uma superprodução. É a cena alternativa de Campão que deixa a desejar nas produções. É meia-boca!

- isso não é óbvio? o tanto que a nossa cena alternativa é fraca é inversamente proporcional a quanto o sertanejo é forte. é uma questão de demanda de mercado, tem muito mais dinheiro envolvido. pesquisas da FM Capittal afirmam que mais de 60% da população (mais que a maioria absoluta) tem o sertanejo como música preferida. Os outros 40% se dividem entre todos os outros estilos musicais, sendo que grande parte dessa fatia é monopolizada pelos dinossauros. se tivessemos o mesmo tanto de pessoas interessadas por música alternativa do que o tanto de pessoas interessadas por sertanejo, teriamos mega-produções, DVDs, ônibus de 2 andares pro artista e o caralho à quatro.

@letzspindola diz: se nego não desarmar e colocar sua mão de obra em jogo, nem com elvis ressucitado o role não acontece.

- isso é muito verdade. não se constrói nada sem trabalho. e aqui em Campo Grande, a galera costuma confundir muito “trabalho” com “reclamação”. se alguém está esbravejando por aí e está bravo por não estar participando da parada, não está trabalhando, está só falando. e falar não é nada. outro ponto, é que tem que ter o público trabalhando também. se quiserem, podemos depois dedicar um post inteiro à fan engagement, street teams, marketing de guerrilha, mídias sociais e afins. é um assunto pelo qual eu também me interesso muito.

agora, a maior verdade. @vinilmoraes diz: TRAMPAR DE PEDREIRO NINGUEM QUER… MAS DEIXAR O SOM POP PRA TOCAR NO BARZINHO TODO MUNDO QUER…. COVARDES!

- na grande maioria das bandas da cidade falta “pau-durescencia” e autenticidade na parada. quem tenta agradar todo mundo, acaba não agradando ninguém. o som tem que ter personalidade. De começo, pode soar diferente e não agradar todo mundo, mas a longo prazo, é muito mais compensatório para a banda ou artista ter uma base de fãs sólida (mesmo que pequena) do que ter um grande público que te apoia por uma temporada enquanto predomina determinado modismo.

antes de terminar, queria fazer breves comentários sobre o que eu vi em 2009 quanto aos principais coletivos de música urbana na cidade.

Bigorna Produções: excelente divulgação na web, bela identidade visual, forte branding, boa política e articulação extra-MS. Conseguiu trazer grandes e importantes bandas de fora, mandar nossas bandas pra lá e certamente continuará fazendo isso. / pontos negativos: frequentemente ouço reclamações de bandas participantes da Bigorna de que haveria uma certa hierarquia entre as bandas do coletivo e algumas bandas tem certas regalias e preferências. devido ao bom trabalho com a marca e como se apresentar diante ao público, as vezes, as festas (aquém do esperado) acabam tendo a embalagem mais bonita que o presente em si. outra coisa é que por certas vezes, a “grife” Bigorna acaba sendo mais evidenciada do que os próprios artistas.

eai.fm: os mais modernos e caprichosos no quesito audiovisual. foram pioneiros em utilizar recursos que estavam aí, debaixo dos nossos narizes e ninguém usou; como streaming de video, webradio, videoflyers e muito mais. a “simpatia” e acessibilidade da crew permitem que suas bandas transitem facilmente na imprensa e pelo público não-alternativo. lógico que isso se deve tambem às bandas terem um apelo “pop” (não que isso seja pejorativo) muito maior do que as dos outros coletivos citados. / Pontos Negativos: por ter essa política aberta e “democrática”, não há qualquer tipo de peneira na rádio, estando sujeita à muita música tosca (opinião própria) durante as coisas boas da programação. é dificil ouvir a eai.fm por várias horas seguidas.

Palheta Produções: aparentemente mais voltada para algo “profissional” do que para o romantismo da independência, a produtora mexe com coisas grandes. peças de teatro famosas, festas universitárias e shows de médio porte. é bem divulgado e bem organizado. / Pontos Negativos: é uma espécie de “varejão”, fazem eventos mais “populares” e com possível maior apelo pro público médio. meu gosto pessoal não me permite gostar da maioria das bandas (eu disse bandas, em hipótese alguma, pessoas) envolvidas nas festas desta produtora.

é isso aí galera, já falei demais. espero que ninguém fique com frescuras ou leve algo para o pessoal, tudo que eu falei aqui foi com conotação construtiva, tentando dar minha humilde contribuição. sintam-se livres para concordar, discordar, comentar e interagir. sem ofender ninguém, é claro.

pra quem ainda não conhece meu som, é só acessar o myspace ou o reverbnation / dúvidas, contato ou xingamentos, só procurar o @pedro420 ou quatroevintemc@gmail.com

no primeiro semestre de 2010 tem EP meu novo, minha estréia como beatmaker, além de beats dos meus parceiro g. gama, andré nunes e dj greenlife. fiquem espertos nas novidades, estarei sempre por aqui deixando vcs à parte. pode crer?! por hora é só; muito amor.

vida longa e próspera, 420.

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dicas de sons (agora sim, post corrigido)

by quatroevinte on Oct.22, 2009, under Uncategorized

salve família!

prometo que nunca mais vou deixar isso aqui jogado às traças! vamo que vamo, workaholic style!

estou negociando datas e preparando um material inédito quentissimo. O EP ritual vai ficar pequeno, moçada. mas enquanto não tem quatroevinte novo, vou deixando vcs com algumas pedradas ao redor do globo:

mr woodnote pelas ruas

ok cobra, hip hop indie do canadá

art official – big city bright lights

audio bullys, essa é pra hemp family hehehe

fique sempre ligado pra novidades! vida longa e próspera!

1luv,

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utilidade no fuc + letras

by quatroevinte on Sep.13, 2009, under Uncategorized

salve familia!

vamo que vamo, não posso deixar isso aqui muito tempo sem atualizar. a notícia boa é que meu som ‘utilidade’ (que também tá na programação da eai.fm, é só pedir!) passou na seletiva pro festival universitário da canção, que vai ser no final desse mês lá no glauce rocha, amanhã cedo é o sorteio das datas, então ainda não dá pra falar que dia que vai ser, mas fiquem ligados que a parada tá sendo relativamente bem divulgada até. :D

passaram também meus amigos roqueiros do facas e d. pellz entre alguns outros brothers, boa sorte pra todos nós!

nem precisa falar que eu conto com o apoio de todos os irmãos e de quem confia no meu som! colem lá pq pelo menos um bom show eu posso garantir pra fazer valer a sua saída de casa; o palco vai pegar fogo!

vou deixar a letra dela por aqui pra vcs chegarem no festival já ligados de qual que é heheheh

utilidade; vai diz pro que cê presta/pro trampo, sossego, pra música ou pra festa?/pra ser respeitado ou tomar tiro na testa?/viver escondido ou subir de forma desonesta?/é só uma questão de concentração/olhar pra dentro de si e traduzir a vibração/descobrir, progredir, achar o que te servir/acreditar e ir pra cima sem ter medo de cair/tem nêgo que não presta mas eu ouvi o quinto andar/então eu vivo pra servir e não pra questionar/ao contrário de zé povinho que vive pra criticar/como um soldado do rap, eu vivo pra trabalhar/mesmo que seja foda levantar da cama, que seja tão utópico o sucesso e a fama/a mensagem é fazer só o que voce ama/não entendeu? ouve o refrão e sente o drama
pro que cê presta?/pra atrasar o lado alheio/pro que cê presta?/tá por aqui só a passeio?/é só olhar pra dentro e olhar pra frente sem receio/quatroevinte tá no jogo, meu rap acerta em cheio (2x)
sempre acerta em cheio tipo quem mostra a que veio/mas tem gente que só serve pra falar e olhar feio/tem gente que só quer fotografia e dividir no meio glórias, lucros, conquistas, vitórias/gente que não faz nada é quer ficar nas nossas memórias/aí não, tem que jogar fora o colchão/e começar a correr pra não parar no caixão/como quem não deixou nada pra outra geração/aí não, fica esperto, meu irmão/aí não, é quatroevinte de campão
pro que cê presta?/pra atrasar o lado alheio/pro que cê presta?/tá por aqui só a passeio?/é só olhar pra dentro e olhar pra frente sem receio/quatroevinte tá no jogo, meu rap acerta em cheio (2x)

é isso aí, rapazeada, vamos manter a corrente! peçam o som na rádio e conheçam os demais trampo do selo pelo qual eu saio www.myspace.com/doprerecs ! é nóis

vida longa e próspera! 1luv!

www.myspace.com/quatroevintemc

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quatroevinte tá no jogo…

by quatroevinte on Sep.07, 2009, under Uncategorized

salve família, tô aqui pra anunciar a abertura da minha nova casa; o quatroevinte.eai.fm

agora mais do que nunca sou parceiro da eai.fm, rádio cuja idéia eu fiz questão de apoiar (e que também me apoiou) desde o começo. se não temos dinheiro pra pagar jabá pra que nossa música toque no rádio ou televisão, graças a deus já temos a internet; veiculo que veio para salvar a música boa. então vamos cair pra dentro e continuar lutando com as armas que temos, viva a música independente campograndense!

queria agradecer meus parceiros chris, rafa coelho, julia miranda, donha e todo o staff da eai.fm pelo espacinho. nesse blog você ficará por dentro de todos os lançamentos, datas de show e demais eventos. portanto, stay tuned, potheads!!!

pra quem ainda não conhece meu trampo, faço rap. rap um pouco diferente, mas ainda sim rap. me importando mais com ser real de fato do que com ser “conceitual” ou inteligentão. vc pode ouvir no www.myspace.com/quatroevintemc e baixar o primeiro EP COMPLETO (com a capinha e tudo): http://www.4shared.com/file/122541076/adf7c1e3/quatroevinte_mc_-_ritual_EP.htm

bom, rapazeada, tenho muito pra falar mas por hora é isso. não quero deixar isso aqui muito longo. baixem os sons, fortaleçam, peçam quatroevinte mc na programação da eai.fm! e esse próximo mês ainda tem o Festival Universitário da Canção! vamo que vamo! fyaaaa!

vida longa e próspera, 1luv!

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